O Cantinho do Obscuro 8 – O segredo dos auxiliares para não errar na hora do impedimento
Sexta-feira, 03/09/2010
Aluga-se uma casa: É o 3º empate seguido do Fluminense em casa, jogando contra adversários de respeito (Vasco, São Paulo e Palmeiras). Nada de alarmante por enquanto, pois nenhum time consegue manter o mesmo ritmo em todo o campeonato. Qual, então, a história desse jogo? Talvez o gol do Sheik, mais um dele, que de segundo atacante vai se tornando o artilheiro do time. Talvez o empate cedido no final, em que a zaga Tricolor, a exemplo da zaga do Palmeiras no gol de Emerson, ficou pedindo impedimento (notem que o primeiro zagueiro a levantar o braço é sempre aquele que dá condição ao atacante). De concreto, temos apenas a despedida do Flu do Maracanã, e agora resta-lhe apenas procurar uma nova casa após o fechamento do maior do mundo. Possivelmente, vai morar de favor junto com o Flamengo no Engenhão, casa do Botafogo. Tão inspirador ver amigos convivendo em harmonia…
Em tempo: Os gols deste jogo foram perfeitamente regulares, mas é fácil falar após o replay da televisão. Para o bandeirinha, naqueles milésimos de segundo, a história é outra. E aqui vale repassar um segredo, confessado por boa fonte, que os auxiliares usam para não errar nos lances de impedimento: eles olham para a área, somente para a área, sem tirar a visão da linha da zaga. O momento exato do lançamento eles ficam sabendo pelo barulho do chute, e podem dizer se o atacante estava ou não à frente dos zagueiros. A fonte me disse que os melhores bandeirinhas, aqueles que acertam todas, o fazem usando essa técnica.
Família Santana: Papai Joel e a família Santana andam discutindo. São muitos filhos para papai dar atenção e um deles, justamente o mais querido, não gostou de ser substituído no jogo de 4ª-feira contra o Prudente. O maior problema de Loco Abreu é que o uruguaio ainda não adquiriu o ritmo de jogo de seus companheiros no pós-Copa. Trata-se de um ídolo indiscutível, carismático, o tipo de jogador que magnetiza a torcida e leva crianças ao estádio. Mas daí a discutir com Joel, são outros quinhentos. Apóio a punição ao atleta, mas apóio com maior veemência que após a multa sejam colocados panos quentes no assunto, para não render mais do que o necessário. Assim, a família Joel será feliz novamente.
Calvário (ou sofreguidão?): Flamengo e Cruzeiro fizeram um jogo de começo eletrizante. Até os 30 minutos do primeiro tempo a bola simplesmente não passava pelo meio campo, sendo ligada de uma área a outra num ritmo alucinante. Nesse panorama de jogo aberto, os mineiros abriram o placar e tiveram chance de aumentar, parando nas mãos de Marcelo Lomba em noite inspirada. Pelo lado do Fla, realmente não poderia haver gols já que é a equipe que menos finaliza no Brasileirão. Trata-se de um déficit crônico, de responsabilidade das divisões de base (do Brasil todo, e não apenas do rubro-negro), que não treinam fundamentos. As peneiras e treinadores preocupam-se apenas com a força física dos futuros atletas, que chegam à categoria profissional com físico de puro-sangue mas chutando como jogadores de 12 anos de idade. Esse sim é um assunto rico e importante, que merece maior consideração do que o pífio desempenho do ataque rubro-negro.
Luta pelo título: Dia desses falei nessa coluna que o Internacional seria o único rival à altura do Fluminense, apesar de possivelmente voltar suas atenções ao Mundial de clubes da FIFA. E quanto aos demais candidatos? Bem, o Santos despontou no primeiro semestre como o grande time do Brasil. Mas após as saídas de Robinho, Wesley e André, e a grave contusão de Ganso, perdeu muito de sua força. Apesar da qualidade de Dorival Junior, não se faz omelete sem ovos e Neymar não é, sozinho, jogador para levar a equipe ao título. Quanto ao Cruzeiro de Cuca, trata-se de uma incógnita e não se sabe até onde o time pode progredir. Falta-lhe harmonia. No jogo contra o Flamengo o que se viu foi um ataque veloz, bom meio-campo e peças de reposição razoáveis (lembrem-se da importância do elenco para este longo campeonato). Mas a defesa não passa segurança, problema comum em times do Cuca. Corrigindo-se esse problema, o time poderá brigar seriamente pelo título.
Em tempo: Dentre os favoritos ao título resta o vice-líder Corinthians, no ano de seu centenário, com elenco maduro e, digamos, simpatia de boa parte da gerência do futebol brasileiro. Não sou dado a teorias da conspiração, mas não custaria aos adversários exercer pressão em alto e bom som contra supostos benefícios dados pela CBF ao Timão.
Fielzão: O tema dos privilégios do Corinthians e a construção de sua arena merece debate, inclusive, na seção de política dos jornais. Por ora vou apenas me ater ao aspecto econômico da construção do estádio. Dentro da visão financeira do futebol atual, trata-se de uma jogada inteligente e possivelmente rentável para o Timão. Espelhar-se, nesse ponto, no modelo europeu pode ser muito proveitoso para o clube, especialmente quanto à cessão dos direitos sobre o nome do estádio. O Arsenal fez com o seu, o mundialmente conhecido Emirates Stadium (parceria com o Grupo Emirates, conhecido na aviação civil), tratando-se de estádio que abriga até mesmo partidas da seleção brasileira quando atua em Londres. A jogada é inteligente e com os contatos políticos do Corinthians é possível associar-se a marcas fortes e lucrativas. Só não pode demorar muito para ceder o direito, senão o tal nome Fielzão, de gosto muito duvidoso, vai acabar pegando e ninguém mais vai querer associar seu nome ao estádio.
Olho na noite de Milão: Foi só questionar as escolhas recentes de Robinho e do Milan que ambos fizeram um grande negócio, consumando o casamento após namoro curto e avassalador. O Milan agora terá um autêntico quadrado mágico, com Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Pato e Ibrahimovic. Como a equipe será armada? Gostaria de ver todos em campo, mas não seria surpresa se Robinho freqüentasse o banco nas primeiras partidas até o treinador encontrar o esquema tático ideal. O maior problema é saber se Robinho, caso passe realmente um período na reserva, vai agüentar a situação sem reclamar, ou se em breve irá forçar nova transferência alegando estar sendo pouco aproveitado…
Momento Schumacher: É, Tricolor das Laranjeiras, não tem jeito. A vitória estava consumada e mesmo com um jogador a menos, o momento era de “bola pro mato que o jogo é de campeonato”. Não deu, e o vacilo da rodada vai para: Fluminense e o empate cedido nos acréscimos.
Palpites do Polvo Paul – 19ª rodada
Botafogo 1×1 Grêmio: Já viu gaúcho endurecer para não ficar atrás?
Ceará 0×0 Vasco: Paul prevê um jogo que você não pode deixar de perder.
Flamengo 1X2 Santos: Nem a estréia de Deivid salva o rubro-negro.
Guarani 1×3 Fluminense: Esse tricolor não respeita mesmo a casa dos outros…
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Por Frederico Gallindo Cursino
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Por bispo em dez 8, 2010
nossa! vc é muito bonita, não tenho dúvidas que seja a mais linda da arbitragem.